VERBORRAGIA PORNOGRÁFICA FUNDAMENTA O MAU COMBATE DE OLAVO

Alguns olavistas diziam que toda pornografia que aparecia com o nome de Olavo de Carvalho advinha de perfil fake, mas depois que sua filha Heloisa começou a militar contra a seita do Olavismo, ficou difícil para o astrólogo confundir as pessoas e agora não é mais novidade que o seu ritual de baixarias verbais diárias na Internet façam mesmo parte do seu magistério político-religioso.

Vale refletir, entretanto, sobre a seguinte questão: se Olavo é mentor de cursos para padres e vende mais de setenta títulos de seus livros em uma pretensa editora católica chamada Ecclesiae, sem ter título algum, nem mesmo escolar, fica a pergunta: “Por que Olavo é tão destemido ao misturar Catolicismo com bizarrices sexuais, sem que suas atitudes blasfemas lhe acarretem consequências como, por exemplo, a excomunhão?”

A resposta é simples, Olavo tende a intimidar o clero católico ao dizer em um de seus vídeos que ninguém é santo. Afirma ele: “Santo mesmo eu nunca vi”, e para justificar suas fanfarrices sexuais verborrágicas ele diz ainda: “O que vai me absorver é a misericórdia divina”. Subliminarmente, Olavo tende a postular que o pecado é natural e impossível de ser combatido. Ele se esquece, porém, que todos os santos do Catolicismo chegaram à perfeição ainda em vida, santificação essa que corresponde ao Evangelho, segundo as palavras de Cristo: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é Perfeito!”. (Mt 5, 48)

Ora, se Cristo nos orienta à perfeição, quem é Olavo para dizer que isto é impossível? Acaso o Catolicismo não conta com um ou vários modelos de santidade perfeita na “hagiografia católica” (história dos santos)? O problema dos olavistas é que ao invés de acreditarem nisto, eles apenas dizem que acreditam, pois na prática o que fazem mesmo é indicação de pastores politizados para os membros da Igreja Católica, a exemplo do bolsonarista Cláudio Duarte, que em uma de suas palestras estimula o povo a fazer sexo oral. Isso mesmo! Os olavistas reclamam tanto que os gays “relativizam” os órgão sexuais, mas eles fazem a mesma coisa! 

Não estou aqui para moralizar, mas já que Olavo diz estudar “religiões comparadas”, deveria comparar então essas discrepâncias didáticas para que a diferença entre Catolicismo-religioso e Protestantismo-político fique bem clara. Afinal, ser um combatente contra o pecado não é relativizar a conduta de órgãos genitais nem odiar comunistas, como fazem os olavistas blasfemos em suas pornografias orais. Aliás, quem precisa de Olavo para saber o que é sexo ou Comunismo, se as próprias encíclicas católicas já fizeram isso? Claro que católico tradicional não é comunista nem apoia promiscuidade sexual, mas é certeza também que nenhum católico verdadeiro prega pornografia verbal nem ódio a comunistas, a exemplo dos olavistas.

O combate espiritual, diferentemente do que prega Olavo, tem a ver com o que ensinava o saudosíssimo Padre Léo, uma pessoa simples e elegante, de fino senso de humor, que experimentou drogas e prazeres mundanos, mas os combatia através do arrependimento sincero e de lições de vida exemplares, não de hilárias palhaçadas sexuais. Pe. Léo tinha ciência de que o Antigo Testamento era eivado de condutas erradas, mas sabia honrar também o que de mais precioso existe nas Sagradas Escrituras. Eis a força do seu testemunho contra o pecado: a Verdade vem da escrita milenar, não de opiniões pessoais! Quanto à escrita de Olavo, essa vem do narcisismo e da adoração ao próprio umbigo.

Segundo Eclesiástico, a santidade implica confissão e contrição bem feitas: “Não te envergonhes de confessar os teus pecados!”, porém, não aconselha ninguém à adesão ao pecado. E o combate espiritual se dá através da justiça, que supõe a correção fraterna e não a negligência, pois independentemente de todos serem pecadores, a autêntica sabedoria se oferece pela oralidade que se opõe à escravidão do pecado. A língua e a linguagem do imprudente, ao contrário, são a sua própria ruína, segundo as Sagradas Escrituras.

O pecado, por sua vez, do ponto de vista da reflexão eclesiástica, não é explicado através de deturpações a respeito de um Deus tirano ou misericordioso, e sim de um Pai piedoso, porém, que não é desprovido de cólera a qualquer momento contra aqueles que adiam a própria conversão, na lama da mentira.

A Verdade, em oposição à mentira, não aponta para este ou àquele partido político, mas para a libertação do pecado. E, ainda segundo Eclesiástico, é necessário domínio próprio e disciplina para que o pecado não esvazie o verdadeiro conteúdo da ciência religiosa, ocasionando a perda da inteligência e da justiça, do mesmo modo que o desvio dos caminhos de Deus promove a sorte dos inimigos. A sabedoria, em contrapartida, quando adquirida com justiça, tem por fim desvendar segredos e cumular a alegria. Assim é e deve ser a eficácia do bom combate, para quem não quer perder este tesouro espiritual.

Olavo, por sua vez, que passa a vida servindo aos poderosos que acumulam tesouros mundanos — enquanto sua filha Heloisa trabalha o tempo todo sozinha e quase passa fome —, não deveria ser um mestre que orienta padres, alunos e discípulos católicos ao bom combate, em nome da Igreja Católica, pois um homem de Mentira não está em condições de pregar a Verdade! (Maria Paulina)

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